Didn’t We Deserve a Look at You the Way You Really Are

  1. Peço desculpa pelo título em inglês.

As primeiras 5 fotografias aqui publicadas, de um total de 18 fazem parte de um casting para a construção de uma ficção dentro de uma ficção. A 6ª fotografia é da periferia da Picheleira para dentro desta. Todas fazem parte do processo de pesquisa que iniciámos dia 1 de Junho. Escolhi este titulo para este post porque estava a ouvir uma música com esse nome. Tem 12 minutos e não varia muito, a bateria mantém a mesma pulsação em conjunto com o baixo. A guitarra entra espartanamente. Nada aparenta ir mudar, um pouco como o que se sente quando se está no Bairro. Este continua com os seus problemas. Bom, nós continuamos com os nossos problemas. O país atravessa-se a torto e a direito de problemas que por sua vez nos causam a nós maiores problemas e nós todos, devolvemos ao país. Feedback Loop.

Adiante. Ontem, assisti a um jogo de futebol da equipa da Junta de Freguesia do Beato, constituida por jovens do Sementes. Não jogam em equipa, ou pelo menos não se ultrapassam na individualidade. Um dos rapazes, defesa, tinha consciencia disso, bem como o treinador e durante o jogo, para além da atenção necessária a jogar, redobram os seus esforços com os outros. O guarda-redes está noutra e nos primeiros 15 minutos de jogo já deixou passar a bola 6 vezes. Eles não jogam mal, só estão é a jogar sozinhos1. E são comidos vivos na sua solidão. Está um sol criminoso e o campo é descoberto, imagino que o suor por vezes durante uma jogada escorra para os olhos e estes ardam com o sal. Golos constantes do adversário da J.F. Socorro que se aproveitam do facto de ninguém descer para a defesa. E do guarda-redes estar driving under the influence of narcotics.

– Marca o 10! Com o corpo, dá-lhe com o corpo!

O anjo está sem foco e de costas.

Do cemitério do Alto de São João, por detrás de um anjo desfocado, está o Bairro da Picheleira.

Nota 1. Eu aprendo com isto, mas não serei eu que condenará alguém por jogar futebol à fossão.

Nota 2.Copper, you will never be gold, assalta-me a memória, também do album Terraform, dos Shellac. como o título arty deste post.


Advertisements
This entry was posted in Picheleira. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s